domingo, 29 de agosto de 2010

Por hoje é só.

Aqui chove. Está chovendo agora. Ao longo do dia, seja indo pra faculdade ou olhando da janela lateral do quarto de dormir, vejo muitas pessoas com guarda-chuvas. Entretanto, sozinhas.

Me fiz tantas perguntas essa semana... E é assim a vida: há sempre questionamentos a fazer, ao outros e a nós mesmos. Alguns com respostas, alguns não - mas que você tem esperança de sabê-las, e outros - estes sim são os piores - simplesmente você não encontrará as respostas. Acredito que o homem transforma qualquer realidade, desde que tenha vontade e esteja convicto da necessidade da mesma, mas, mesmo assim, ainda não sabe de tudo e nem saberá, por mais bobos que sejam alguns questionamentos.

Aqui é frio. Esto doente há mais de um mês: garganta, febre, gripe. Melhoro e pioro constantemente. Meu extrato de mel e própolis parece uma bombinha de asma, de tão usado. Tomo amoxilina e tetraciclina. Durmo com dois cobertores e ganhei um casaco novo, com capuz e tudo. Porém, nada.

É impressionante como as músicas falam por nós. Há sempre uma, no mínimo, para cada momento. Meus vizinhos não devem aguentar aguentar mais eu perguntando "Como vai você?" através de Antônio Marcos. E devem suportar muito menos ainda Engenheiros do Hawaii ou Pouca Vogal, ou seja, a trilha sonora do meu coração SEMPRE. Sabe, meus 5 Oi Torpedos promocionais sobram todos os dias, mas eu não te enviarei mais mensagens... Prova disso, é que, mesmo depois da vontade enorme que senti hoje de te dizer que estou sorrindo da cor que você escolheu, apaguei o que tinha escrito antes de enviar. Até já esvaziei os Itens enviados do meu celular, só falta me desapegar dos poucos recados que você me deixou no orkut. Entretanto, ainda penso em você. E mesmo que eu não te mande mais mensagens, quando canto essa música é pra você que mando esses versos:

http://www.youtube.com/watch?v=VG5AIBrqUUU

Bianca. Frio, lágrimas, casaco e febre. Ela tem tudo para querer estar só. A nostalgia e as músicas ajudam. Mesmo assim, dividiria o guarda-chuva com ele.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lágrimas e chuva


"Sabe qual é meu sonho secreto? Que um dia você perceba que poderia ter aproveitado melhor a minha companhia. Que um dia imagine o quanto teria sido ótimo estar ao meu lado, mesmo quando eu estava gripada. No entanto, sei que você está a cada dia que passa mais fugidio. E eu me limito a me surpreender com as circunstâncias da vida. Que me levaram a esse papel: o da mulher que quer mais um pouquinho. Constrange-me existir nesse personagem Chico Buarque, dolorida, bonita sendo assim, meio tonta, meio insistente, até meio chata. Nunca precisei aborrecer ninguém antes, então atuo por instinto, cansando-me facilmente. E que fique claro que não é por estar você dessa forma, tão esquivo, que o desejo tanto. Desejo-o porque desejo. Estúpida. Latina. Bethânia. Ainda creio que você, quando eu menos esperar, possa me chegar com um verso em atitude.

Cap. IX de Aritmética, romance de Fernanda Young
com adaptação de Bianca Dantas.