terça-feira, 7 de setembro de 2010

Faz parte.

Hoje é seu aniversário. Você foi pra sua cidade natal, para manter a tradição. Deve ter bebido com os amigos, estado um pouco mais com seus avós - que te consideram um bebê, e feito tudo mais que gosta.

Você não tem telefone e, talvez, mesmo que tivesse não me daria o número. Tudo bem. Também não vou te deixar recado. Algumas pessoas te deixaram, mas eu não. Assim como você, vou fingir que esqueci. Mas, há meses que lembro dessa data. Entretanto, com todos os silêncios que você me deu, e, continua me dando, te desejo tudo de bom que eu não consiga explicar.


Hoje seria um ótimo dia para assistir Chaves, rir, comentar, assistir e rir de novo. Você imitaria Quico e eu Chiquinha. Poderíamos ouvir um reggae e conversar em silêncio na varanda do seu quarto, depois de desviar das suas meias jogadas no chão. Nós sentiríamos frio, mas nenhum pediria um abraço ao outro. Só conversaríamos em silêncio. E conversaríamos, conversaríamos, conversaríamos... tudo em silêncio, sem que os nossos olhos nem precisassem se encontrar. Eu te ligaria diariamente, pra lembrar das atividades e provas da escola, e, quem sabe, você até poderia ir estudar lá em casa. Mas, 2009 já acabou. Você está no cursinho, e eu no segundo semestre da faculdade.

Hoje folheei o livro que escrevi pra você. E meu coração cantou Engenheiros do Hawaii.

"Devolva-me o que você levou, ou leve-me contigo... Perca-se comigo!"

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