quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Alívio imediato

"Que a chuva caia como uma luva, um dilúvio, um delírio. Que a chuva traga alívio imediato!".


Assim canta Humberto Gessinger, numa das minhas músicas preferidas de Engenheiros do Hawaii. O clima de Campina me intriga: às vezes muito quente, às vezes muito frio e por aí vai. Agora de tarde, certamente para combinar com meu estado de espírito, está nublado, quase que chovendo... Tal alívio imediato, tem sido o meu pequeno objetivo a ser alcançado há alguns dias...

Sei que quando fazemos algo, devemos fazer por convicção e não por obrigação. Desse modo, as promessas "eternas" que fiz hoje parecem não falsas, porque isso não faz parte de mim, mas sem sentido, sem nexo, sem o elo principal que me unia a elas: a disposição.

Lá fora, a cidade ferve. As pessoas estudam, trabalham, amam, odeiam e correm pra cima e pra baixo. Não sou diferente, mas quero tudo mais calmo agora... Quero andar sem preocupações e sem agonias. Gessinger, mais uma vez, me cantando mesmo de tão longe, diz: "Há um muro de Berlim dentro de mim". De passo em passo, pausadamente, vou ficando por aqui, tentando chegar lá e desejando que chova... E cá estou eu, parada, ensaiando mentalmente a dança da chuva para que alcance o meu alívio imediato.

Um comentário:

  1. É tudo tão lindo por aqui que resolvi ficar, Bianquinha. ;D
    que saudades sinto de você!
    beeijo flor.

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