quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"Quando acabar a maluca sou eu..."

Há mais de um mês me sinto estranha. No começo, eu não sabia o que sentia. Angústia, agonia... Não sei, talvez também um soluço engasgado. Agora, ao que parece, no final dessa história toda, eu sinto tudo isso junto, acompanhado de um choro que não sai, incerto... Que não sabe se é de tristeza ou de raiva.

Interessante como algumas pessoas são estudiosas. Me impressiona a capacidade que esses "nerd's" tem em aprender tudo que lhes é ensinado. Desde as primeiras aulas, meus professores, direta ou indiretamente, dizem à minha turma (e consequentemente devem dizer às outras turmas também) que devemos nos esforçar pra nunca reprovar, concluir o curso logo e entrar no mercado de trabalho. Mas aí é que vem a parte cruel da coisa: chegando lá, você vai ter que fazer exatamente o que seu patrão quiser, mesmo que para isso você tenha que esquecer todas aquelas "baboseiras" de jovem, toda a sua ideologia de relatar o fato como ele acontece. Em outras palavras, que você vai ter que inclusive manipular a notícia. Como assim? Eu estudei Jornalismo pra denunciar o que há de errado e levar ao povo a realidade que de fato ele vive. Estou fadada a não cumprir meu ofício de jornalista como julgo certo porque tenho que obedecer meu patrão? Ok, então peço demissão.

Pois bem, algumas pessoas aprenderam isso tão bem que não só o fazem na faculdade, como decidem levá-lo como lema de sua vida. Mas vejam que maravilha: eu posso colher uma informação, manipulá-la e, com isso, colocar duas pessoas uma contra a outra. Assim, não só acabo com uma boa amizade, como uso tal fim a meu favor. Ok, peço demissão de novo.

O que mais me magoa nessa história é ver pessoas que gosto e admiro não acreditando em mim. E não só isso, dando razão a quem conheceram há poucos meses e mantém contato praticamente por MSN. Tudo bem, eu entendo: é bem mais fácil acreditar na primeira versão que a gente ouve do que na versão da pessoa supostamente culpada. Principalmente quando essa pessoa tem frescura com comida, é mimada e patricinha, né? Sem problemas, "quando acabar a maluca sou eu" (mesmo). E querem saber do mais? Eu até gosto do samba do Seu Jorge. Agora deixem ele cantar minha música:

Vai no cabeleireiro
No esteticista
Malha o dia inteiro
Pinta de artista

Saca dinheiro
Vai de motorista
Com seu carro esporte
Vai zoar na pista

Final de semana
Na casa de praia
Só gastando grana
Na maior gandaia

Vai pra balada
Dança bate estaca
Com a sua tribo
Até de madrugada

Burguesinha, burguesinha
Burguesinha, burguesinha
Burguesinha
Só no filé

Burguesinha, burguesinha
Burguesinha, burguesinha
Burguesinha
Tem o que quer

Burguesinha, burguesinha
Burguesinha, burguesinha
Burguesinha
Do croissant

Burguesinha, burguesinha
Burguesinha, burguesinha
Burguesinha
Suquinho de maçã

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