quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Venha, que o que vem é perfeição

Agora a noite, recolho-me ao quarto para escrever, para tentar resumir o quão bem você tem me feito, e, consequentemente, te sentir mais perto. Você não precisa estar longe pra que eu sinta saudade: feche o portão ou me deixe no ponto de ônibus e a ânsia de que não volte tomará conta de mim.

Como artista que é, assim como disse seu amigo, você tem a alma de luz. Faz com que as músicas que me fala sobre entrem em compasso com o descobrir das coisas que temos em comum. Somos tão opostos e tão parecidos que nossa diferença de idade é apenas um detalhe... Eu te ponho em algumas enrascadas e você, usando a experiência do que já viveu, tenta me ensinar a ter o freios que a vida exige, e se preocupa pra que eu não perca o que me espera.

Tua simplicidade faz com que até teus defeitos sejam perfeitos. Não consigo me incomodar por você sempre deixar a tampa do vaso sanitário levantada, ou entender porque sempre esquece de ligar a luz para escovar os dentes. Quero continuar dividindo as tarefas contigo, por mais que você saiba que a louça deve ser minha (e mesmo assim lave), já que cozinhou.


Me parece que te ter nunca é o bastante, mas, quando você se cansa, me contento em te ver dormindo, já que tem você em mim inteira. Então, ficamos assim: nós, nosso colchão e as poucas estrelas que vemos por trás da árvore.


Quero, portanto, que você me carregue na sua bolsa feita de material reciclado e que, se for pra se atrasar, que se atrase quando for me deixar.

Com beijos preguiçosos,
Bianca Dantas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário