terça-feira, 22 de março de 2011

Monólogo ao pé do ouvido

O que fazer com minhas vagas perguntas, insônias e confissões? Perguntar, dormir, confessar? O que fazer com a sensação de que nada disso vai adiantar já que eu sei que o abismo que nos separa é maior do que as palavras que escrevemos?


Estamos no mesmo barco, na mesma estrada, na mesma direção... Seguimos rumo a um só caminho e sabemos exatamente em que ruas devemos andar para alcançá-lo. No entanto, o caminho que me leva até você me parece um tanto obscuro, cheio de medos, perigos e ruas tortuosas, misteriosas...


O que fazer quando a luz no fim do túneo não aparece? O que fazer pra descobrir o que há por trás das nossas conversas ao telefone, ou o que você pensa sobre nós? O que fazer se um dia você acha meu beco sem saída e, quase sem querer, num tropeço de uma tarde de domingo, se perde todo em mim?

Ano passado você se perguntava o que seríamos "se fizéssemos um tudo para ver quem se admira perto"... Cá estou eu. Disposta, confusa, mas bem posta no meu lugar de quem quer te ver, te sentir, te escrever. De quem sente saudades de tudo, até das picuinhas bestas (por incrível que pareça) pra ver qual dos dois chamava mais atenção um do outro. E acima de tudo, de quem se arrepende de ter sumido, adiando, assim, um encontro que seria simples e puro, sem precisar de muita coisa que não fosse nós dois, nossas músicas e um pé de árvore.
 "Hold me close, cause I need you to guide me to safety." (Snow Patrol)

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