sexta-feira, 20 de abril de 2012

A beleza do amor que não é dor

Qual a cor do amor? Qual a cor da dor? Qual a cor do amor que não é dor? Como cantar ou escrever o que não se entende, só se sente?

Tudo mais nasce do que morre. Em alguns casos, nasse tudo ao contrário. Mas aqui, agora, falo de algo que precisou de um tempo pra saber como nascer, apesar de ninguém saber como nasceu. É quase como uma planta. Requer cuidados. Precisa de sol, de vento no rosto.

Falo de algo que engrandece, que transborda o peito. Falo de algo que não precisa ser dito pra ser concreto, mas de entrega e alegria. De algo que não dá espaço pras lágrimas.

Falo de ser livre. De ter a liberdade de escolher estar em qualquer lugar com qualquer pessoa, e, mesmo assim, saber com quem você irá ao cinema, com quem vai dormir de noite, com quem vai transar no final de tarde.

Falo de estar onde eu queria. De ser conquistada todo dia. Trocamos a posse pelos beijos, o abandono pelos abraços e a dor pelos sorrisos. Falo da beleza do amor que não é dor.


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